15% dos professores do Centro-oeste sofrem de Burnout

Cartilha sobre Burnout em professores (distribua!)

domingo, 26 de julho de 2009

DO SONHO DE SER PROFESSOR AO PESADELO DE SE TORNAR UM EDUCADOR STRESSADO E DEPRIMIDO

Autor: Eduardo Aquino

Será que estamos surdos, cegos e mudos frente à epidemia da falência afetiva e absoluto esgotamento físico e mental dos professores, supervisores, coordenadores, enfim a todos os professos que atuam em educação?!

Será que prefeituras e Estado, com suas secretarias de Educação, e também a esfera federal já ouviram falar na "Síndrome de Burnout"?!

É hora de acordarmos para uma realidade que mais parece um pesadelo.
"Síndrome de Burnout"

Burnout vem do inglês - queimar por fora - e é um tipo de doença cada vez mais grave que vem dizimando professores e educadores e tem três características marcantes:

1 Fadiga intensa com cansaço constante;
2 Indiferença, "robotização" e desafeto de educadores no exercício da sua profissão;
3 Angústia, tristeza, desesperança que leva a uma aversão ao se enfrentar uma sala de aula.

Tem sido ainda descrita como a Síndrome dos Três "Não":
1 Não quero mais esta "atividade";
2 Não consigo mais dar aulas;
3 Não tenho mais motivação e estímulo para ser "professor";

Tal quadro é ainda acompanhado por diversos sintomas físicos inespecíficos tais como:
Dor no corpo, tonteiras, dor de cabeça, dor no peito, falta de ar, baixa imunológica, entre outros, e por queixas psíquicas, tristeza profunda, irritabilidade, nervosismo, mau humor, "vontade de sumir, abandonar a profissão e até de morrer", medos, insegurança, ansiedade, pessimismo e aversão a sala de aulas entre outros.

Dois em cada 03 educadores tem, tiveram ou terão esta síndrome Impressionante o número de educadores que têm se afastado do trabalho por motivos médicos, aposentados por invalidez precocemente ou que tenha abandonado a profissão.

Será que políticos, empresários, grandes empresas que atuam em terceiro setor só acreditarão e investirão nos seres humanos que atuam na educação o dia em que a Síndrome Burnout der uma mancha vermelha na testa de educador?

Afinal, "dor na alma" e mente adoecida são coisas subjetivas e quando a prefeitura e o Estado investirão para reverter tal quadro?

Como bem sabemos, corrupção, desvios de verbas só ocorrem com coisas materiais como merenda escolar, material didático e reforma de escolas. Saúde do educador não é prioridade e ao se somar baixos salários, pais omissos e fracos e uma geração de jovens violentos, sem limite, indiferentes que banalizam sexo e drogas temos um retrato da sociedade refletida nas escolas públicas.

Continuo insistindo:
É URGENTE A NECESSIDADE DE SE INVESTIR PARA LEVAR O CONTEÚDO DA CIÊNCIA DO COMPORTAMENTO E NEUROCIÊNCIAS NA ROTINA DE ALUNOS, EDUCADORES, PAIS E FUNCIONÁRIOS DAS COMUNIDADES ESCOLARES.

Tenho apresentado a Ecologia Humana nas Escolas e vejo como é difícil sensibilizar o poder público, prefeitos, governadores, secretários de educação. Por isso, é fundamental para mudar essa realidade mobilizar pais e educadores para essa grande batalha.
Se você é educador e se identificou com este tema mande um e-mail, pois, enquanto não conseguimos sensibilizar autoridades, posso pelo menos mandar as 26 Dicas Antiestresse de Ecologia Humana. E não se esqueçam: a escola é o espelho da sociedade. Que alguns mecenas ou políticos com visão humana leiam esta coluna e nos ajude a escrever as páginas de um novo tempo.

Publicado em: 26/07/2009 em www.otempo.com.br